31 março, 2010

Ser pensante


Não me reconheço mais
olho para dentro de mim
e não vejo mais:
a meiguice,
a inocência,
a delicadeza,
a sutileza,
o acreditar nas pessoas sempre,
a sensibilidade em demasia
lágrimas?
se tornaram raríssimas
a tolerância exarcebada
já não mais existe.

...

Será que me tornei
um mero produto do capitalismo?
uma máquina mecanizada?

Me nego e renego a acreditar nisso!!!

Sou e serei sempre um ser pensante,
com ideologia própria,
como diz o poeta:
"Uma metamorfose ambulante!"

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